Bem, não sou daquele tipo de pessoa que não lê e não gosta. Li Paulo Coelho, sim. Há uns 13 anos atrás, li até o fim os livros (manuais) Diário de um mago, O Alquimista e Brida. Não me lembro se li As Valquírias... Enfim... Também cheguei a acompanhar algumas de suas crônicas Maktub, chegando a recortar algumas delas, inclusive. Anos mais tarde, tentei ler Nas margens do rio Piedra eu sentei e chorei. Capitulei: não consegui passar da quinta página. Definitivamente, cheguei a conclusão de que não é o meu tipo de leitura preferida. Mas acho digno as pessoas adorarem as palavras e idéias do mago, mesmo aquelas que se repetem ad infinitum.

Você será capaz de sacudir o mundo. Vai!
Não há escapatória: Já são mais de 65 milhões de livros (manuais) vendidos. Anônimos e celebridades, ricos e pobres adoram as histórias de Paulo Coelho, de 59 anos. Entre as personalidades internacionais que já declararam publicamente serem fãs do mago, estão Bill Clinton, Shimon Peres, Russell Crowe, Sharon Stone e Madonna.
Mas, quando a deslumbrada Veja diz que o mago é o mais global e influente dos brasileiros, o que ela está querendo provar? Influente em que? Se ele vendeu esse tanto de livros, quem é realmente o beneficiado? Não é ele e seus editores? Será que este feito o igualará a Machado de Assis, Guimarães Rosa ou Clarice Lispector, que vendiam e vendem modestas edições de dois ou três mil exemplares? Em 2002, assumiu uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Mas, em um lugar em que até José Sarney é chamado de imortal, tudo pode acontecer. E acontece.
Com 19 livros editados, Paulo Coelho já foi traduzido em 56 idiomas e publicado em 150 países. Seu livro (manual) mais vendido é O Alquimista, com 27 milhões de cópias. Quem quiser papel de parede para enfeitar o computador, pode pegar aqui. É de graça.
Sabe, os livros de auto-ajuda são o grande filão do mercado editorial. Paulo Coelho está rico e vive nos Pirineus, entre a França e Espanha. E, Justiça seja feita ao mago: ele não responde às críticas, não sai caluniando e difamando nenhum dos que fazem restrições à sua obra. Segue fazendo aquilo em que acredita, fiel a seu "projeto literário" desde os primeiros passos. O que acontece é que a imprensa continua nos devendo um perfil de seu percurso. Um bom começo de pauta seria consultar quem entende do processo literário para avaliar seus momentos decisivos. E não apenas considerá-lo como espetáculo, fenômeno de globalização ou uma lenda.
Big Brother:

Se me perguntarem se a vitória do professor e jornalista baiano Jean Wyllis no BBB5 significa alguma coisa, hummm... muda alguma coisa, direi: Não significa absolutamente nada. Nada. Análises sobre esse tipo de programa não chegam a lugar nenhum. Big Brother é apenas um programa de televisão. Só isso. Deixem de viagem. Lembram da história das meninas que fugiram para EsseEsseÁ, que publiquei no post de 17 de fevereiro, não é? Pois é.
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