
Se para mim sair no sábado pela manhã foi uma das piores experiências de minha vida – porque tive que atravessar uma rua com água no joelho – o que será para uma pessoa perder uma casa, um carro, algum parente, ou ser levado por alguma correnteza, morrer soterrado, ser atingido pelo tronco de alguma árvore na cabeça, etc. Que lugar é esse? Tudo isso já aconteceu e acontece frequentemente nesta cidade festeira que tem clima tropical superúmido. Lembram? As pessoas geralmente se esquecem do básico. De cada 365 dias do ano, sempre se dá algum tipo de precipitação na capital baiana em pelo menos 240 dias. Por que será que ninguém trabalha para dar a esta velha cidade, que chove dois em cada três dias, uma infra-estrutura capaz de evitar tanto desespero?
A chuva não é nenhum fenômeno comparável a uma avalanche, nem terromoto, nem tsunami, mas tem conseqüências desastrosas em cidades pobres, sem planejamento, com governo deficiente, e com distribuição de renda extremamente desigual quanto EsseEsseÁ. Já são mais de 1.200 soteropolitanos desabrigados em menos de uma semana, e a meteorologia indica que choverá mais, muito mais, até, pelo menos, quarta-feira. O jeito pelo que se vê é rezar em alguma das 365 igrejas católicas e dezenas de terreiros para ver se São Pedro dá alguma uma trégua. Mas eu particularmente acredito que não adiantará muita coisa, não.
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