quinta-feira, 22 de março de 2007

Ó paí Ó!!!!!!

Ou: A ocasião faz o ladrão
Ou: Se gritar "pega,ladrão!", não fica um, meu irmão!
Ou: Bastam os fatos!
Ou: Enquanto os homens exercem seus podres poderes...

Os alagoanos deram novamente de presente ao país a suposta extinta praga Collor, "O caçador de marajás". Ele, que poderíamos considerar "menos um" na nossa extensa lista de ervas daninhas a exterminar, voltou, agora senador da República. Voltou com o mesmo sorriso seboso. Voltou com o mesmo cabelo engomado. Voltou com os mesmos olhos de águia com alguma psicopatologia.

Lula e Collor: 1989

O absurdo de seu retorno é a prova do fracasso do modelo político brasileiro, com suas cartas marcadas, seus votos de cabresto e o fenomenal estado de ignorância que é cultivado no povo. Os alagoanos não são os únicos culpados. Os baianos, maranhenses, paulistas, cariocas, entre tantos outros, também dão sua parcela nesta imundice que tomou conta do Brasil e afasta, cada vez mais, a possibilidade daqueles que possuem caráter, integridade e decência em querer participar da construção de um país melhor.

Lula e Collor: 2007
Lula: - hahaha. Manda ele parar, minha gente!
Color: - hihihi. Pára, que já tá feio!
Alencar: - Ooooops. Peidei!


Sempre achei que formação de quadrilha fosse crime. Entre os políticos, acredito que isso não se aplica. O que são os partidos políticos brasileiros, hein, minha gente? Pois, bem. O Collor agora vai aprender profissionalmente como se faz, uma vez que ele foi um aprendiz de terceira categoria. Os políticos brasileiros melhoraram muito neste aspecto. Quando alguém poderia imaginar em ver tudo (roubo, corrupção, etc) acontecendo às claras e nada acontecer? Quando alguém poderia imaginar que um político dançaria em público e ao vivo a absolvição de um colega corrupto? Resta saber o que Lula quer de Collor e o que Color tem que dar. De olho na história. Ah, e para completar a cena de como somos um povo abençoado, poderíamos ter junto: Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula! Seria tudo!

PS: Pelo menos uma irônica lição: Feliz de quem não guarda mágoas.

terça-feira, 20 de março de 2007

Limpeza pública

Muito mais interessante do que fazer pessoas com muito dinheiro, fama e sucesso pagar altas multas por suas infrações, é a Justiça colocá-las no seu devido lugar. É a Justiça fazê-las compreender que, apesar de todos os seus predicativos, conquistados ou herdados, elas não deixam de ser cidadãos. E, vamos combinar, o respeito ao próximo é fundamental para a existência de uma sociedade saudável.

Minha avó, por exemplo, diria que é muito feio jogar celular na cabeça de uma empregada por ela não ter encontrado a calça que você tanto quer. A Justiça americana também achou isso. Por isso, mais do que uma punição financeira, deu à modelo Naomi Campbell uma pena educacional: prestar serviço comunitário como faxineira. Afinal, Campbell já foi acusada de agressão por pelo menos três empregados. E, caso isso continuasse, pelo dinheiro que tem, ela continuaria batendo em quem quisesse diariamente. Não tenha dúvidas.

- Naomi, "bunita" antes de pegar no batente

Por isso, qual não está sendo o gostinho da empregada agredida e da sociedade de ver uma diva que se considerava toda-poderosa fazendo um trabalho considerado humilde, de simples mortais. Provavelmente, foi a situação mais embaraçosa que a supermodelo já passou na vida. Com certeza, o valor simbólico, de exemplo para outros, é bem maior para a comunidade do que umas moedas depositadas na conta do governo.

Embora no mundo civilizado exista uma preocupação no sentido de criar novas modalidades de penas que substituam a privação de liberdade por medidas que privilegiem o caráter educativo das penas, no Brasil a resposta dos políticos às infrações das leis é sempre "estamos contruindo mais prisões", como se fosse a salvação. Têm surtido efeito colocar um ladão de galinha ao lado de um traficante de drogas? O resultado é o que vemos diariamente nas superlotadas prisões do país.

A Justiça lida também com a simbologia. No entanto, aqui no Brasil, não temos uma única atitude nesse sentido. Nada é feito para dar à sociedade a garantia de que está protegida em seus direitos. Nada, nada, nada. Alguém já imaginou a Eliana Tranchesi, da Daslu, limpando a 25 de março? Ou o ex-deputado Sérgio Naya "batendo uma laje", sem direito a churrasco, cerveja e pagode?

segunda-feira, 19 de março de 2007

O gato comeu!

Ou: O gato sumiu!

Bem, já faz tempo que não escrevo nada neste blog. Muito disso deve-se, basicamente, a outras coisas que tenho para fazer. Além de preguiça, é claro. Antes, sentia-me culpado. Hoje, não mais. Apesar disso, 2007 está aí e este país e esta city continuam os mesmos. Infelizmente. Dizem que o ano começa depois do carnaval no Brasil. Como bom soteropolitano, então dei-me estas férias. Então, tá!

Digo, ali, logo ao lado, que para qualquer absurdo há sempre um precedente na Bahia. Claro que não tenho a mínima intenção de estereotipar o estado onde nasci. Isso é coisa de estrangeiro (leia-se não baiano), principalmente paulista. Apesar disso, é, no mínimo, interessante, senão intrigante, como as coisas se desenrrolam por aqui.

Semana passada, um avião que transportava mais de R$ 5 milhões de um banco da cidade de Petrolina (PE) para EsseEsseÁ caiu no município de São Sebastião do Passé, localizado na região metropolitana deste estado. Quatro pessoas morreram com a queda do teco-teco e o dinheiro deu um pinote, ou seja, sumiu. Nunca os passeenses viram tanto dinheiro caindo do céu. Foi uma loucura: um corre-corre, um vuco-vuco para salvar araras, micos-leões-dourados, onças-pintadas e, principalmente, os peixinhos que ilustram a raramente vista, pelo menos por mim, nota de R$ 100,00.

Bem, o causal acidente foi o início para que a vida do pacato, quase esquecido no mapa, distrito de Maracangalha fosse transformada em um verdadeiro inferno. Depois das cenas inusitadas dibulgadas pela televisão de pessoas entregando para a polícia, espontaneamente, o dinheiro que "pegou" no local do acidente - mil reais aqui, 50 mil reais ali - , seja enterrados na horta seja lá onde for, a situação mudou. Como a polícia só conseguiu recuperar pouco mais de R$ 500 mil, falta saber onde está o restante: R$ 4,5 milhões. E, pelo que está acontecendo na localidade, os policiais não estão a fim de ouvir "o gato comeu, o gato comeu" nem "o gato fugiu, o gato fugiu".

Não vou pra Maracangalha, não vou

A preparada polícia baiana, para não dizer o contrário, no afã de recuperar a grana está fazendo e acontecendo. Pior, homem armados estão na cidade (não se sabe se é policial ou não) e, na calada da noite, arrombam casas, estraçalham sofás, quebram móveis e eletrodomésticos, sequestam e espancam pessoas. Até se provar o contrário, todo mundo é ladrão. Qualquer movimento é suspeito. Qualquer dinheiro é confiscado. E as pessoas, pobres e, portanto, desprotegidas, estão à própria sorte. A cúpula da polícia baiana já admite a possibilidade de policiais estarem efetuando operações ilegais, como disse a edição do jornal A TARDE de sábado.

Acredito que as pessoas são capazes de imaginar o que está acontecendo em Maracangalha. Mas o inadmissível é o Estado permitir que este tipo de ação seja realizada: cidadãos sendo tratados como cães-sem-dono. Seria, no mínimo, uma atitude esperada de um governo democrático: "ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante". Triste Bahia.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Dezembro

Estou em um teclado que esta uma merda, com teclas confusas, sem acentuacao. Por tanto, esforco na leitura, hein, minha gente (interrogacao). Obviamente, que nao me esqueci disso aqui. Mas, os ultimos dois meses foram de mudancas radicais, mas necessarias. Aquele tipo de coisa que eu vinha falando... deixe eu ver... um, dois... ha uns dois anos (dois pontos) mudanca. E so ver no post de 18 novembro de 2005. Esta la. O que eu aprendi neste processo todo(interrogacao) Ter paciencia. Ponto. Agora, so falta pular de para-quedas. hehehe.

Dezembro chegou e pouco se me da. A nao ser pelas decorracoes pebas, pobrinhas mesmo, muito grotescas e bregas (excecao da loja Kitchens da Barra) e pelas propagandas dos sedentos lojistas avidos por ter nosso decimo terceiro, nada indica que o Natal chegou em EsseEsseA. A cidade esta numa pindaiba que da pena. O que da pra concluir e que todo mundo esta com a corda no pescoco. Definitivamente.

Metropole
Por falar com EsseEsseA, eu tenho um mantra (abre aspas) Eu acredito na metropole (fecha aspas)... ai como esta dificil desenvolver um raciocicio com esse teclado... enfim... Pois e. Acredito que posso sair as duas da manha e poder comer, comprar, me divertir, etc... Fiz uma festinha de inauguracao de meu espaco no domingo, uma especie de cha, e deixei para comprar uma caixa de isopor no domingo. O pior e que existe uma loja que vende esse tipo de coisa no lado do meu predio. Sabado passei pela frente, perguntei pelo valor e nao comprei.

No domingo, pensem numa pessoa desesperada. Sai pela cidade e a cada esquina dizia (dois pontos) eu acredito na metropole, eu acredito na metropole, eu acredito na metropole. Depois de virar a esquina e nao ver nada aberto, concluia (dois pontos) eu irei pra manhattan (exclamacao). No final, tive que parar num desses mega-hiper-nao-sei-de-que da vida de short e camiseta de domingo e sandalia havaianas. Comprei um isopor e algumas latas de cerveja. Pronto (exclamacao) Me senti o proprio vendedor de latinha. Uma emocao. Outra licao aprendida (dois pontos) nao deixem nada para ultima hora. Ainda mais se essa ultima hora for num domingo. Em EsseEsseA.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Eleições 2006

ACM, após resultado da eleição baiana. Derrota histórica


Preciso dizer mais alguma coisa? Não, né?

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

11 de setembro reloaded

Bem... hoje é 11 de setembro e você, no mínimo, está cansado de ver as imagens das torres do World Trade Center desabando, dos americanos chorando, do quanto tudo isso foi muito cruel, de como os bárbaros sem pai nem mãe do oriente médio são perigosos, etc. Também deve estar se perguntando por que todo ano antes do "aniversário" do tal atentado surge um novo vídeo de Bin Laden, uma nova ameaça da Al Qaeda, prometendo não só atingir o coração do império americano, como também outros órgãos mais ou menos vitais, e as criativas televisões garimpam "novas" e dramas do episódio.

Homenagem aos americanos mortos

Não tenho nada a falar, não é mesmo. Só que o episódio me faz pensar duas coisas: por que Bin Laden tem que aparecer justamente nesta época? E, não menos importante, por que nesta época o sistema de segurança é, digamos assim, elevado ao nível máximo? Se eu sou um terrorista (eu não sou!), por que atacarei justamente quando todo mundo espera? Alguns poderão imaginar que isso é coisa de americano neurótico nascido no Texas. Eu também acho. Aliás, toda essa situação me fez lembrar de uma piada antiquíssima chamada "As 100 coisas que farei quando me tornar Senhor do Mal". Esta é em homenagem a Bush e ao 11 de setembro. (Só vou citar 20. Quem quiser mais dicas, que dê um google.)

- Preparem-se ianques!

1. Minhas Legiões do Terror terão capacetes com visores de acrílico, e não placas tampando o campo de visão.

2. Meus dutos de ventilação serão pequenos demais para alguém rastejar por eles.

3. Nunca irei construir um computador inteligente que seja mais esperto do que eu.

4. Não irei me gabar da situação de meus inimigos antes de matá los.

5. Depois de raptar a linda princesa, iremos nos casar imediatamente em uma discreta cerimônia civil, não um espetáculo de três semanas de duração durante as quais a fase final de meu plano será implementado.

6. Não levarei meus inimigos para interrogatório no centro de meu castelo. Um pequeno hotel, na periferia de meu Reino servirá perfeitamente.


7. Nunca usarei nenhum dispositivo com um contador digital. Se achar que tal dispositivo é essencial, o marcarei para ativação quando o contador chegar em 117 e o herói estiver começando a pensar em um plano para desativá lo.

8. Nunca usarei a frase “Antes de matá lo, há uma coisa que desejo saber”.

9. Quando empregar pessoas como conselheiros, ocasionalmente irei escutar seus conselhos.

10. Apesar de ser uma forma comprovada de aliviar o stress, não irei soltar risadas maníacas. Com essas risadas, quando ocupado, é muito fácil deixar de perceber pequenas nuances e acontecimentos que um indivíduo mais atento pode identificar e responder a altura.

11. Não importa o quão atraentes certos membros da rebelião podem ser. Provavelmente em algum lugar há alguém igualmente atraente que não está tentando desesperadamente me matar. Assim, pensarei duas vezes antes de ordenar que uma prisioneira seja levada a meus aposentos.


12. Todos os magos incompetentes, escudeiros, bardos sem talento e ladrões covardes em meu Reino serão executados. Meus inimigos certamente desistirão e abandonarão sua cruzada se não tiverem um parceiro cômico ao lado.

13. Quando capturar o herói, terei certeza de também capturar seu cachorro, macaco, furão ou qualquer outro bichinho bonitinho de dar nojo, capaz de desamarrar cordas e roubar chaves, que por acaso ele tenha como mascote.

14. Se a linda princesa que capturei disser “Nunca irei me casar com você! Nunca! Está ouvindo? Nunca!” eu direi: “Tudo bem.” E a executarei.

15. Se minhas tropas mais fracas falharem na tentativa de eliminar o heróis, mandarei minhas melhores tropas, ao invés de perder tempo mandando tropas progressivamente mais fortes, a medida em que ele se aproxima de minha fortaleza.

16. Não implementarei nenhum plano cujo passo final sejam horrivelmente complicado, como “alinhe as 12 Pedras do Poder no altar sagrado então ative o medalhão no momento do eclipse total”. Ao invés disso, meu plano será ativado com a frase “aperte o botão”.

17. Não irei ignorar o mensageiro esbaforido e obviamente agitado até que minha cavalgada ou outro entretenimento pessoal termine. O que ele tem a dizer pode ser importante.

-Temos que estar preparados contra o terror!

18. Qualquer conjunto de dados de importância crucial será acondicionado em arquivos de 1.45Mb, para não caberem em um único disquete, ou 801 Mb para os Cds.

19. Quando tiver capturado meu adversário e ele disser “Olhe, antes de me matar, pelo menos me conte sobre o que você planeja fazer.” Eu direi “não” e atirarei nele. Pensando bem, vou atirar nele e depois dizer “não”.

20. Finalmente, para manter todos os meus súditos contentes e descerebrados, irei prover a cada um acesso Internet ilimitado, grátis.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Reflexão de feriadão

"Life´s too short for the wrong job!"


Em breve, retorno com a cartilha. Juro.

sábado, 26 de agosto de 2006

Não tem preço

Estou envegonhado com esse blog assim... às moscas.

Não tem viv´alma que levante o dedo e diga que aguenta a tosqueira que é a propaganda eleitoral na televisão. Dentre as milhares de coisas que eu poderia citar como motivo de "não acredito no que eu estou vendo", vou destacar duas. Em primeiro lugar, os três apresentadores do programa de Lula.

Em um esforço mórbido, minha mente tenta me convencer que o que eles (os marketeiros) estão querendo com aquelas figuras é dizer que as três "raças" (isso existe?) que formaram o Brasil lá nos idos de 1500 e lá vai fumaça estão ali representadas: o índio, o negro e o branco. É isso??? Precisava??? Se colocasse um negro, ou um índio, vá lá, mas os três não é forçar a barra? Vamos combinar: faltaram os pardos, os morenos-jambo, os amarelos, os sararás, e a infinidade de "etnias" que o IBGE é obrigado a lidar quando faz uma pesquisa nessa linha. Cadê os mestiços?

Sei, não... acho que eles deveriam explicar novamente os "cruzamentos"? Sem dar um google, responda:
Índio + Negro =
Branco + Negro =
Branco + Índio =

Parabéns a quem acertou.

O candidato a cantor de seresta

Outro ponto é o riso em função das sandices ditas pelos candidatos. Jà virei fã do tal Eymael, o democrata-cristão. Ouvir ele dizer: "Quando eu colocar a faixa presidencial... deixe comigo e com as pessoas de bem deste país", não tem preço.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Cartilha política - Parte I

Ou: como vencer uma eleição

Bem... já que estamos em época de campanha política, nada mais natural que o tema tome conta de nossa vidinha. A partir de hoje, publicaremos aqui uma cartilha com alguns pontos básicos que devem ser seguidos à risca pelos candidatos que quiserem chegar lá, lá no poder, onde o "venha a nós" é seguido com aplicação, o dinheiro público entra fácil no seu bolso, todo mundo passa a te respeitar e a lhe chamar de doutor e o que é melhor: você tem imunidade para tudo que fizer. Tudo, inclusive, roubar, matar e extorquir.

Antes de iniciar a primeira parte da cartilha, é preciso que fique claro que você, candidato, deve ser possuidor de duas características essenciais: carisma e cara de pau. Caso contrário, nem se dê ao trabalho de continuar. Com relação ao primeiro, todos os grandes personagens (políticos ou não) da história são possuidores desse dom, que os eleva acima da multidão e a carrega consigo: Jesus, Buda, princesa Diana, Madonna, Hitler, John Kennedy, Mikey Mouse, Getúlio Vargas, Júlio César, etc. Ou seja, chame atenção de alguma forma: pela sua aparência, chame, voz, história ou dinheiro. Não importa, seja carismático!!! Anotou aí? Então, vamos em frente.

A outra característica, não menos nobre, é a cara de paulismo. Se você quer ser político, provavelmente, já sabe o que isso significa. Mas, como isso aqui é uma cartilha, vou tentar explicar. Todos nós precisamos de uma boa dose de cara de pau em nosso dia a dia. Exemplo: uma moçoila em qualquer rua de EsseEsseÁ está desesperada para ir em um banheiro. Óbvio que não encontra nenhum. Afinal, ela está em EsseEsseÁ. Mas, como Deus opera na vida dela, a menina encontra o de um barzinho, embora queira consumir nada que justifique o uso. Aliás, só quer "consumir" o banheiro. O que ela faz? Usa de todo o charme e pede para utilizá-lo. Responda: o que é isso? Cara de paulismo. Entendeu? Faz parte da vida. Pois bem, todo político é obrigado a abraçar quem não gosta, tirar foto com inimigo de infância e conviver com exemplares personalizados do capeta. OK? Então, vamos às regras.

Regra número 01: Anuncie obras

Como foi dito no post anterior, assim como o metrô de EsseEsseÁ, milhares de obras que estavam paradas há seculos por falta de verba, misteriosamente voltaram a funcionar à pleno vapor em todo o país nesta época. Se você era governo e agora está tentando a reeleição, diga que elas já estavam previstas no orçamento e não têm nada a ver com sua campanha. Faça como Lula. Em 03 de fevereiro, disse: "Não me sinto em campanha. Os que falam isso, na verdade, gostariam que eu não inaugurasse as obras que eu comecei a fazer. Eu sou presidente da República até dia 31 de dezembro de 2006".

- Muita calma nessa hora

Agora, se você não era governo e está correndo por fora, grite. Não admita isso, esperneie, diga que é palanque, que vai entrar com um processo no Tribunal Superior Eleitoral e que o opontente "está fazendo campanha, sim!". A fala tem que ter a garra de uma Heloísa Helena. Quem não chora, não mama. Ah, e se o outro respirar, denuncie.

Regra número 02: Regionalize-se

Essa é uma das regras que pode tanto divertida quanto constrangedora. Mas, não importe-se com isso: você é candidato. O que eu quero dizer: coma buchada de bode no sertão de Cariri, acarajé na Bahia, ande de jegue em Alagoas, beba chimarrão quando for ao Rio Grande do Sul, assista maracatu no Recife, escola de samba no Rio, experimente chope e vista um chapéu típico alemão em Blumenau, seja lá o que for, faça de tudo para impressionar os eleitores locais.

- Huuummmmmm!!!!

Em breve, mais regrinhas. Agora, corra, filho do capeta, corra, porque o tempo é curto!

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Cem anos

Em meio à fétida e profunda lama em que encontram-se os políticos brasileiros, - que, cá pra nós, desestimulam qualquer crença de mudança nas eleições de outubro - soube de uma notícia, no mínimo, inspiradora. É que o TSE registrou 12 candidatos com idade acima de 80 anos concorrendo a vagas tanto nas Assembléias Legislativas como no Congresso Nacional. A Bahia tem os candidatos mais idosos: o militar aposentado José de Souza Pinto, de 102 anos; e a comerciante Deodata Pereira Borges, de 101 anos.

Apesar da idade pra lá de avançada, a galera está mostrando uma baita disposição, mesmo sabendo que poderão juntar-se àquelas figuras nossas de cada dia. Como todos sabemos, de boas intenções o inferno e o Congresso Nacional estão cheios. Mesmo assim, seu José e dona Deodata não deixam de ser exemplos de atitude para pessoas que aos 20, 30 ou 40 anos já não têm perspectiva de nada e acabam por desistir da própria vida. Não encontram motivação para seguir em frente e não sabem que é sempre tempo de começar. Afinal, como dizia Clarice Lispecto: "Viver é um dever".

Promessas de campanha

Por falar em eleições, coincidência ou não, as obras do metrô de EsseEsseÁ foram retomadas, depois de, registre-se, sete meses de paralisação. Falo da última paralisação. Porque já foram tantas que já perdi a conta. Todas elas por causa da falta de verba, principalmente do governo federal.

Para quem não sabe, a construção do metrô da city é uma tragédia grega sem fim. Iniciada em 2000, a previsão de conclusão da primeira etapa, de 12 km, deveria ser 2003. Em que ano estamos mesmo? Agora, é 2007. 2007!!!! E, no final, pasmem, parece que EsseEsseÁ não vai ter metrô, e sim um minimetrô, de apenas seis km. Ou seja, um troço que só existirá para inglês ver. O resto da primeira etapa (!?!), só Deus sabe quando vai ficar pronto. A finalização completa desta obra talvez aconteça quando chegarmos aos 100 anos e algum de nós tenha a disposição de seu José e dona Deodata e tente resolver a situação.

O metrô de EsseEsseÁ é um exemplo das obras que estão à pleno vapor em todo o país nesta época e que servem apenas de palanque para um bando de espertalhões. Parece aquela piada sem graça de advogado:

O advogado recém-formado chega contente para o pai:
- Papai, resolvi aquele caso que o senhor está tentando há mais de dez anos!
O pai dá-lhe um violento tapa e grita:
- Seu burro! É aquele caso que tem nos sustentado nos últimos dez anos!


Haha. Muito engraçado. ;-(

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Morte no orkut

Bem... o assunto é delicado e pode virar capa da Época. Mas, como somos pessoas antenadas e incluídas, vamos nos preparar antes. Todo mundo está cansado de saber que o site de relacionamento Orkut é um sucesso. Até grandes empresas, antes de contratar alguém, dão uma espiada no perfil do candidato, nas comunidades e "amigos" cadastrados e por aí vai. Quem está fora da onda chega a ser até marginalizado.

Toda a brincadeira começa quando a pessoa se cadastra. Ela procura seus amigos, depois os amigos de infância, do secundário, da academia, do cursinho, da faculdade, etc. e aí vai encontrando gente que nunca veria tão cedo de novo na vida. Depois, começa a cadastar os amigos virtuais e também desconhecidos simpáticos. Participa de comunidades com as quais tem afinidade (algumas com mais de 200 mil pessoas, outras toscas) e, depois de todo esse processo, sem ter o que fazer, finalmente brinca de fuçar a vida dos outros. Virou um mundo à parte: tem início e término de namoro, golpes, preconceito, crimes, brigas, spams... enfim... tudo o que se puder imaginar. Até dar condolências a um morto.

Soube, por meio de um conhecido, que uma pessoa havia morrido. Tinha uma vaga idéia de quem era e resolvi ir na página do Orkut. Pois, bem. Lá, para meu espanto, encontrei diversos depoimentos para o "falecido". Sabe, igualzinho àqueles montes de scraps quando alguém faz aniversário. Infelizmente, só poderá ler os depoimentos quem for cadastrado no site, mas destaco alguns:

Carol: "Fiquei muito triste ao saber do acontecido, estarei rezando e ficará sempre em minha memória apesar de não termos nos conhecido pessoalmente, a pessoa maravilhosa que você foi e continua sendo nos corações daqueles que te amam. Esteja com Deus querido amigo! Com carinho, Carol"

Vagner Argôlo: Gente, pelo amor de deus...Ele faleceu foi? De que? Alguem pode me explicar? Quando foi isso? Me expliquem

Mario: "Diga,gostoso,tudo legal mesmo,breve estarei ai."

Martinha: "Oieeee!!! Tudo bemmmm??? Só passei para deixar um grande AbRaÇo e te desejar uma ótima semana com muita Saúde e Felicidade. Aproveite e de uma olhada na mensagem que deixei para você...!!! (copie o link e cole no seu navegador) -> megaorkut.com.sapo.pt/mensagem.cmd"

Lucila: "sem palavras... só tristeza... só isso e tomara q onde vc estiver tudo esteja bem"

Liliane: "Vou sentir sua falta, viu?! Só fui saber hoje! Tô muito triste! Vou orar por ti!"

Paula: MEU ETERNO AMIGO,VOU SENTIR MUITO SUA FALTA.SEU JEITO MEIGO CARINHOSO DE SEMPRE AO RECEBER OS AMIGOS.ESTAR DIFÍCIL ACREDITAR.DESCANSE EM PAZ ONDE ESTIVER.SAUDADES!!!!!!!!!!!!!!!

Pergunta: quem lerá essas mensagens? O morto, a família, os amigos? Será que esse é um espaço mais adequado para fazer esse tipo de declaração ou homenagem? Vamos combinar: nunca tinha visto algo tão mórbido. Não sei o que dizer realmente. Mas que é de um mal gosto abissal, ah, isso é.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Era do blog

Estou sem tempo nem para me coçar. Apesar disso, vou perguntar se alguém viu a matéria da Época desta semana sobre os blogs? Não, não viu? Pois não perdeu nada. Um texto que diz "o tamanho da blogosfera é impressionante" não merece atenção. Talvez, na próxima semana, eles descubram a roda. Aí, nós, os incluídos, não é verdade?, veremos mais fotos de estrelas em poses irritantes... ops, quer dizer, supercriativas.



O que faltou à Época anunciar é que os blogs se tornaram, na verdade, leituras muito mais interessantes do que revistas semanais como ela, cujos assuntos são tão frios e previsíveis quanto desnecessários. Enfim, não estamos sós...

terça-feira, 18 de julho de 2006

Guerra sem fim

Mais uma vez, o mundo assiste a um conflito lá pelas bandas do Oriente Médio. Loucura, irrealismo, intolerância, insensibilidade dirão alguns. Para outros, o desânimo é total, pois a sensação é de dejà vu. Todas as guerras são barbaridades sem explicação nenhuma, isso todo mundo já sabe. Mas, vamos combinar, elas dão “ibope”, elegem governos, encontram defensores e filosofias.

Não vou falar quem começou primeiro. Só acho que Israel pegou pesado. Como estão dizendo por aí, colocar o Líbano de joelhos é fácil (explodir pontes, destruir portos e aeroportos, matar civis, etc...), difícil mesmo é achar que isso vai controlar o tal grupo terrorista.

A arte da guerra


Conversei, pelo msn, com um amigo meu israelense que mora em Tel Aviv e perguntei como estava a situação por lá. Ele respondeu que as pessoas estão tranquilas e que as Forças Armadas de Israel são muito mais fortes do que as do país vizinho. (Óbvio que se não fossem, não atacariam, não é cara pálida?)Apesar das imagens que vemos e informações que recebemos, ele foi curto e grosso: disse que morre mais gente em São Paulo em um dia normal do que cidadãos israelenses nesse conflito sem fim.

Aqui entre nós: Quando ele estava aqui no Brasil, a mãe ligava diariamente desesperada - bem ao estilo das mães de lá - com medo que acontecesse alguma coisa com ele: "o Brasil é um horror de perigoso", dizia. Choque, né? Enfim... Dizer o quê? Eles, que nasceram na terra santa, que se entendam. E nós, que nascemos em berço esplêndido, que... que o quê, hein?

Bonus Track
E a ONU? Cadê a ONU? Toda vez que tem algum conflito, principalmente no Oriente Médio, a organização assemelha-se àqueles pais de criançinhas rebeldes que brigam em parquinho de diversões: manda parar, diz que vai bater, grita, ameaça, o filhinho faz birra, mas continua lá, na marra, brigando. Só que no mundo não tem pai, né? Ou tem? É o pai nosso? É Bush? É o Superman? Chatíssimo isso. Melhor pensar em Porto Seguro e nos dias que passarei lá... trabalhando.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Hexa doeu Brasil!

Para mim, com essa frase, a turma do Casseta e Planeta deu a melhor definição do que foi a trajetória da seleção brasileira na Copa da Alemanha. A busca pela sexta estrela foi decepcionante e doeu na alma, não é mesmo? Embora a derrota contra França tenha sido no sábado, a grita ainda está forte: dos torcedores, da imprensa local e internacional. Por quê? Porque a tanga caiu, minha gente. E o pior: no meio da praia lotada, em um domingo de sol de 40 graus!

Jogadores
Para início de conversa, odeio gente apática, sem iniciativa, que não tem garra na vida. Identificada uma pessoa assim, não chego nem perto. Imagine, então, assistir a um time apático, a uma seleção de jogadores que não fizeram absolutamente nada a Copa inteira. Nunca vi um time tão desinteressado na minha vida. Na verdade, não acompanhei nenhum jogo desse campeonato em que um time não tivesse lutado até o último minuto pela vitória. Aliás, foram nos últimos minutos que aconteceram reviravoltas impressionantes. Foi revoltante, mas passou rapidinho para mim. Não ligo muito não.

Gol da França contra o Brasil e Ronaldinho: - Ai, caralha. Fudeu!

No post “Já foi tarde” brinquei com o fato dos argentinos terem sido desclassificados pelo time da Alemanha. Minto: não só eu como o Brasil inteiro gozou dos hermanos, incluindo Faustão ao vivo antes do jogo da nossa seleção. Pois é, nunca vi a frase “o mundo dá voltas” fazer tanto efeito em tão pouco tempo como no sábado. Como se diz por aí: o troco dos argentinos veio à galope. E, vamos combinar: eles riram por último.

Os jogadores de lá foram recebidos com festa em Buenos Aires. Afinal, fizeram por merecer e foram dignos de vestir a camisa da seleção. Já os brasileiros... todo mundo sabe o que aconteceu, né? Bem... só sei que alguns jogadores, por exemplo, poderiam ter deixado a carreira com dignidade. Nada como saber a hora certa de parar.

Parreira e Zagallo-fiquei-vivo

Por último: Não jogo no time daqueles que ficam felizinhos da silva quando a seleção ganha jogando mal. Quase apanhei no Pelourinho (sim, dei uma passada por lá!) quando disse em alto e bom som que Ronaldo estava gordo e não conseguia correr direito. Fofuchonaldo fez dois gols na vitória contra o Japão. Depois disso, todo mundo achou que o garoto já estava recuperado. Contra o Japão! Viram?

Parreira
Não gosto de Parreira desde a Copa de 94. Agora, depois de tudo o que aconteceu, ele vem declarar que houve racha no time entre os jogadores novos e os veteranos e ele não soube administrar? Ah, poupe-me. Parece que foi promovido, né? Enfim...

Zagallo
????? Tá vivo, né? Graças a Deus!

Imprensa
Onde está a Fátima Bernardes, hein? A mascote da Globo na Copa desapareceu da telinha desde sábado quando o Brasil perdeu para a França. Coisa feia. Ela deveria ir até o fim, sorridente. Pois é... A Copa do Mundo foi empolgante para a mídia brasileira, principalmente para a emissora carioca, até que Zidane estragou a brincadeira.

No início, a euforia artificial, o ufanismo babaca, o oba-oba. Parecia que os jornalistas brasileiros foram à Alemanha para passear, brincar nas estradas alemães em carrinhos inteligentes. A seleção, por outro lado, não tinha com o que se procupar: Parreira tinha a escalação na ponta da língua, Ronaldo era Ronaldo, Ronaldinho o rei, Adriano o imperador e Juninho, a solução.

Durante dias os brasileiros foram bombardeados com informações sobre o peso de Ronaldinho, os recordes de Cafu, a briga entre Adriano e aquele jogador que foi dispensado (coitado), dos hotéis luxuosos, da hospitalidade alemã (hoje saiu a notícia de que a cidade onde a seleção estava hospedada deu graças a Deus pela seleção ter ido embora) entre outras baboseiras. E tudo ia se passando, sem que ninguém percebesse que o Brasil não treinava. As feras de Parreira estavam somente à espera dos jogos para trucidar seus adversários. Titulares incontestáveis. Veio Croácia, Austrália, Japão, Gana... cada baba miserável. Depois de cada sufoco, era só a seleção ganhar para todo mundo ficar felizinho da silva.

O moicano: Que vexame!
A mulher à direita: - Ai, que droga... não vou ser mais liberada do trabalho!

Além disso, tivemos que engolir o histérico Galvão Bueno e suas sandices ao vivo. No jogo contra a França tive que tirar o som da TV. Aliás, por falar em Globo, a emissora era só elogios à seleção. Dava tapas de pelica, às vezes. Não tenho dúvida de que, se tivéssemos jornalistas menos comprometidos com a CBF e os profissionais que formam a seleção, nossas alegrias seriam mais constantes e menos dependentes do pão e circo em que se transformou a cobertura desta Copa pela imprensa brasileira. O que se salvou? A leitura labial no Fantástico por jovens surdos. Muito melhor que as reportagens ufanistas tradicionais. Enfim...

Bonus Track
Mas, com todo o respeito pelo esforço de Parreira e seu quadrado mágico, com todo o respeito pela torcida brasileira (que encheu a cara de cerveja...), esta derrota, ainda que dolorosa, não tem muita importância. Acreditem.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Como se diz na Bahia: - Já foi tarde!

Menos uma. Nada melhor do que ver a seleção da Argentina eliminada. O problema é que os alemães agora estão com a bola toda. Medo. Ô Raça!!!!

- Hahaha. Urucubaca germânica!


Por falar em eliminação, amanhã é a vez do Brasil... despachar a França. Estamos todos confiantes no bolão que a seleção vai jogar, não é mesmo, pessoal? Meu placar: Brasil 2 x 1 França. Com prorrogação, claro!

Mal das pernas: jogo de comadres

terça-feira, 27 de junho de 2006

Gana engana

Até que terminou bem o jogo de hoje da seleção contra Gana. Sim, porque o que se viu antes da partida foi um tremendo suspense geral quanto ao que o time africano iria fazer com os nossos rapazes. Do jeito que estmaos jogando, poderia ser a última partida do Brasil na Copa da Alemanha.

Por isso que eu digo que o mais engraçado dessa nossa seleção de futebol é que por mais que saibamos que nossos jogadores têm qualidade, são talentosos e craques desde criancinha, mesmo assim, qualquer time desconhecido ou de segunda classe faz com que nossa confiança seja abalada. Não acreditamos na força da nossa equipe, muito bem paga, alimentada e hospedada.

Depois do primeiro gol de Fofuchonaldo, Gana dominou a partida. Nós demos sorte porque os jogadores adversários têm péssima pontaria. Parecia que o gol estava no céu. Também tínhamos como parceiro o bandeirinha. Aliás, por falar em arbitragem, o que aconteceu no jogo entre a Austrália e a Itália é uma vergonha. Faltando alguns segundos para terminar a partida e começar a prorrogação, aquele juiz sem-noção marcou um pênalti errado contra os aborígenes. Fiquei com dó da Austrália.

Ronaldinho Gaúcho: Dribles bonitos, mas acertar o passe que é bom, nada, ne?

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Nada feito

Então, ela não vem, né? Cachorra mercenária! Enfim... muita grita em vão, discussões à toa e deseperados abaixo-assinados on-line. Foi divertido enquanto durou. Cadela!

- Sorry, Brazil

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Vai que dá, Ronaldinho!!!!!

Ou: Quem vai decolar primeiro: Ronaldinho ou a Varig?

Depois de vencer o Japão no baba de ontem, por quatro a um (sendo dois gols de Ronaldinho, o injustiçado), a seleção brasileira e o jogador fazeram, enfim, as pazes com a imprensa e a torcida. Eu, particularmente, não aguentava mais esse lenga-lenga do peso de Ronaldinho. Que coisa mais chata, imbecilizante. Graças a Deus, esse cara emagreceu, alguns quilinhos, é verdade. Agora, falta meio quilo para o nosso garoto chegar ao peso ideal e enfim jogar melhor.

Após goleada no poderoso time do Japão, a mídia espetaculosa, capitaneada pela "Grobo", está dizendo toda hora que Ronaldo fez na quinta-feira sua melhor atuação na Copa-2006. Tá, mas foi contra o Japão, né? Quando se nivela por baixo, tudo fica mais fácil. O que Ronaldo disse: "Paciência é a palavra da minha vida, já que é algo que sempre tive, e agora não foi diferente. Eu consegui sair de um momento difícil e das críticas. Fiz gols em um jogo difícil, e isso me deu confiança". Jogo difícil?

Tá, vou admitir: poucas vezes gostei de ver um jogo da seleção brasileira de futebol. Sempre achei um futebol feio, tosco, se formos considerar a qualidade e fama dos jogadores. É por isso que eu não entendo quando alguém do tipo Galvão Bueno e afins fica reclamando da falta de espetáculo do time. Eu quero que alguém me indique ou me recomende um, um joguinho qualquer, pelo menos a partir de 1994, e diga: "Veja que maravilha de jogo da seleção brasileira. Olha o show de bola!". Estou esperando...

Bem, apesar disso, ver um jogo de futebol da seleção é catártico. Mais pelo ambiente contagiante - regado a cerveja, tira-gosto e gritaria, muita gritaria - do que pelo "espetáculo" de uma seleção da vida. Já se foi o tempo. O melhor de tudo é que ninguém escuta o Galvão Bueno e os comentários toscos sobre tudo e nada ao mesmo tempo. E que venha Gana.

Bonus Track
Se o drama vivido pela Varig é a coisa mais nonsense, absurda e deplorável dos últimos meses, ouvir o ministro da Defesa, o baiano Valdir Pires, dizer que o melhor que os clientes que compraram passagens têm a fazer é voltar pra casa, sentar e esperar é um desrespeito inclassificável. É trite isso e muito podre.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Música é perfume

Ontem, chegou aos 60 anos uma das figuras que mais gosto e admiro na MPB: Maria Bethânia. Sempre que ouço, que vejo Maria Bethânia, eu tenho um pouco mais de carinho pelo ser humano. É engraçado, mas são poucos os artistas que me fazem acreditar em sua obra e, de certa forma, me interessar por ela. Afinal, sua marca ultrapassa o simples ofício de cantar, coisa que muita gente faz por aí e melhor. Motivos para admirar: vários, principalmente por me apresentar o mestre Fernando Pessoa, outra referência.


Lembro-me de um dia em que fui em Santo Amaro (município em que todo mundo se acha artista) e passei em frente à casa de D. Canô, mãe de Bethânia e Caetano Veloso. O local é ponto obrigatório, assim com a Igreja Matriz e o falecido rio Subaé. Perguntei: "- Carcará tá aí?". Óbvio que ninguém me respondeu, mas eu tinha que fazer isso. Foi uma catarse. Mas uma brincadeirinha.

Canção para a mulher que canta
(para Maria Bethânia, e todos os que vivem sua arte), por Lya Luft.

Tu que és pássaro e és fonte,
Tua arte feita passo, traço e canto
Lança suas redes sobre nós
que em penumbra e espanto te contemplamos
Teu fervor desenha uma paisagem onde seremos deuses,
cravada a tua voz em nossa alma
No exílio desse palco pairas sobre nós,
diante de nós te acendes:
Como faríamos, transidos e encantados,
se tivéssemos a chama que te queima
E esse dom de ser rio
E de ser ponte

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Alea jacta est!

Então... Começou, né?


Peço a Deus que dê juízo aos brasileiros. Não falo dos jogadores, que ganham uma fortuna e se hospedam em hotel milionário, mas do povão mesmo. Ave Maria, é contagiante esse negócio. Nem me lembro da última competição, mas tô aí, pros reggaes, entende?